29 de agosto
O Martírio de São João Batista
Memória
A festa de hoje comemorava originalmente a consagração da Basílica de São João Batista em Sebaste (Samaria), onde provavelmente estavam guardados os seus restos mortais.
Biografia
No século IV, a Basílica foi destruída pelos pagãos. São Marcos nos conta, no capítulo 6, os detalhes desse martírio. O evangelista João explica-nos, no capítulo 3, 22-30, a razão pela qual João Baptista não teve medo de atacar publicamente a vida escandalosa do rei Herodes Antipas. O precursor foi o “amigo do noivo” e, por causa desse amor profundo, não se importou em “perder a vida”. “NÃO É PERMITIDO QUE VOCÊ VIVA COM A MULHER DO SEU IRMÃO”, disse João Batista na cara de Herodes. No coração do homem escolhido por Deus no ventre de sua mãe Isabel, ardia o zelo pela observância dos mandamentos. Juan sabia que repreender os poderosos era arriscar a própria vida. O destino dos profetas é difícil. Ser profeta, diz Guardini, significa dizer no seu tempo e no seu tempo, o que Deus manda que seja dito. Jesus elogia João Batista com as palavras: “Não há entre os nascidos de mulher profeta maior do que João. Mas o menor no reino de Deus é maior do que ele”. No espetáculo sangrento da morte do profeta inocente vemos toda a perversão do homem caído e da mulher ímpia. João defendeu especialmente a santidade do casamento. A Igreja dos nossos dias também deve continuar este testemunho e dizer claramente: “Não te é permitido”. Certamente a Igreja ama quem erra, mas odeia o erro. Quando o mundo se contenta com uma moralidade confortável e quer negar a validade da lei divina, a voz profética tem de se erguer. Nenhum problema conjugal se resolve sem a verdade profunda que São João pronunciou: “Ele deve crescer e eu devo diminuir”. (Jo 3,30)
Conselho prático
Ao iniciar o seu trabalho, dê testemunho da sua fé através de uma decisão consistente com a ordem externa e o recolhimento interno.