25 de maio
Cristóvão Magalhães e 24 companheiros (†1927)
Mártires
São Cristóvão Magalhães encabeça a lista dos 25 mártires mexicanos, sacrificados pela fé em Jesus Cristo entre os anos 1915-1937.
Biografia
Cristóbal, de origem humilde, nasceu em Totatiche, no estado mexicano de Jalisco, em 1869. Dedicou-se ao trabalho árduo no campo até os 19 anos. Em 1888 ingressou no seminário de Guadalajara, onde se destacou pela piedade, honestidade e aplicação. Em setembro de 1899 recebeu a ordenação sacerdotal e seus primeiros cargos foram capelão e vice-diretor da Escuela de Artes y Oficios del Espíritu Santo, em Guadalajara. Passou o resto da sua vida sacerdotal na sua cidade natal, onde foi pároco durante vinte e um anos, até ser baleado. Cristóvão foi sacerdote segundo o Coração de Cristo; Constante na pregação, organizou centros de catequese, escolas rurais, capelas em fazendas, construiu uma represa para promover a irrigação, fundou um asilo para órfãos e trabalhou na entrega de pequenos loteamentos de terras aos que delas careciam para seu sustento. Finalmente, fundou um seminário menor para a formação de seminaristas das zonas rurais. Em 21 de maio de 1927, quando o padre Cristóbal se preparava para celebrar uma festa religiosa em uma fazenda, teve início uma revolta, na qual estiveram envolvidas as forças federais comandadas pelo general Goñi. O padre não conseguiu escapar e foi levado para a prisão de Totatiche, onde conheceu o seu vigário, padre Caloca. Agustín Caloca nasceu em 5 de maio de 1898 em Las Presitas, estado de Zacatecas. Foi um dos alunos de origem camponesa beneficiados pelo seminário Totatiche fundado pelo Padre Magallanes. Lá estudou latim e filosofia e depois foi para o seminário maior de Guadalajara. Recebeu a ordenação sacerdotal em 5 de agosto de 1923. As boas lembranças que deixou da passagem pelo seminário de Totatiche, confirmadas depois dos anos de seminarista em Guadalajara, aconselharam os superiores a designá-lo para Totatiche, onde trabalhou como educador no seminário menor, ao mesmo tempo em que ajudava o pároco Magallanes como vigário coadjutor nas fazendas da periferia, organizava uma semana social e criava vários centros para catequese. Agustín era afável, sociável e alegre, e sempre se esforçou para fazer o bem a todos. Quando, em maio de 1927, viu que as tropas do governo se aproximavam de Totatiche, o Padre Agustín decidiu que os seminaristas deveriam se dispersar. Quando ele próprio tentou fugir do seminário, encontrou um grupo de soldados federais que o prenderam e o levaram para a prisão de Totatiche, onde já estava o padre Magallanes. Os padres Cristóbal e Agustín contaram com a garantia do General Goñi, que deu a sua palavra para defender as suas vidas. No entanto, ordenou que fossem transferidos para Colotlán. Aí foram levados para o palácio municipal, que tinha sido incendiado, e alinhados junto a uma das paredes interiores que permanecia de pé. Ao avistar o pelotão, Padre Caloca ficou desconcertado e demonstrou sinais de angústia. Mas a coragem do seu pároco e as suas palavras de encorajamento e de esperança fizeram-no reagir e receber o martírio com a força dos santos: Meu filho, só um momento e estaremos no céu, disse Cristóvão a Agostinho. Naquele dia, 25 de maio de 1927, os dois sacerdotes deram a vida por Jesus Cristo. Após a perseguição, em 1933, os restos mortais de São Cristóvão Magalhães foram exumados, para serem transferidos para a sua paróquia de Totatiche. Quando o corpo de San Agustín Caloca foi desenterrado para ser transferido à igreja de El Teúl, constatou-se que seu coração estava incorrupto. João Paulo II, em 22 de novembro de 1992, beatificou Cristóvão Magalhães, Agustín Caloca e outros 23 companheiros, e os canonizou em 21 de maio de 2000.
Conselho prático
Ao recolher o coração em silêncio, peça forças para ser leal a Cristo nas dificuldades e ofereça esse esforço para alguém que precisa de ajuda.